COOPERATIVA DO QUILOMBO – CEQMO

A Cooperativa Mista Extrativista dos Quilombolas do Município de Oriximiná, conhecida como Cooperativa do Quilombo ou ainda pela sigla CEQMO, foi criada em 2005 com o objetivo de promover o desenvolvimento social e econômico sustentável dos associados e associadas para melhorar a sua qualidade de vida, reforçar a sua identidade cultural, incentivar o uso sustentável dos recursos naturais dos territórios quilombolas, ampliar as oportunidades para as mulheres e assegurar a igualdade nas relações entre homens e mulheres. A Comissão Pró-Índio é parceira da CEQMO desde a sua fundação.

A CEQMO é formada por 234 cooperados e cooperadas das diversas comunidades quilombolas de Oriximiná. A CEQMO, em parceria com a Emater, vem garantindo aos seus cooperados a emissão da DAP (documento que garante acesso a diversas políticas públicas) e acesso aos créditos do PRONAF. Graças a esse trabalho 111 cooperados já contam com sua DAP.

DIREÇÃO DA CEQMO

Francisco Hugo de Souza, presidente
Comunidade Jauari (Terra Quilombola Erepecuru)

Maria Rita Garcia Cordeiro, vice-presidente
Comunidade Varre Vento (Terra Quilombola Trombetas)

Altino Regis de Melo, tesoureiro
Comunidade Serrinha (Terra Quilombola Trombetas)

Contato

ceqmo@hotmail.com

Fortalecendo as Mulheres Quilombolas

© Lúcia Andrade

A CEQMO em parceria com a Comissão Pró-Índio desenvolve projeto com as mulheres quilombolas que possibilitou que elas comercializem seus produtos agrícolas para a alimentação escolar por meio do PNAE. Em maio de 2017, 13 mulheres quilombolas fizeram a primeira entrega de produtos produzidos por elas para as escolas da região de Oriximiná. “A gente está feliz demais, todo mundo muito contente com esse projeto se concretizando”, comemora Nilza Nira Melo de Souza, liderança quilombola que coordena a iniciativa. As mulheres produziram e entregaram farinha de mandioca, farinha de tapioca, banana e macaxeira. Além de os produtos gerarem renda para as mulheres e suas famílias, Nilza destaca a importância do trabalho para a autonomia das quilombolas. “Muitas mulheres nunca tiveram o próprio dinheiro e agora com esse projeto terão e a gente quer que dê muito certo para mais e mais mulheres entrarem”, relata.

Outro objetivo importante é melhorar a qualidade da alimentação servida nas escolas. Os alimentos oferecidos são muito diferentes do que os estudantes costumam consumir em casa, segundo Fernanda Magno da Silva, do Quilombo Jauari, que também participa do projeto. “A criança está acostumada com chá de capim santo de manhã e beiju”, detalha. Para ela o projeto é importante “para as crianças conhecerem e comerem do fruto que a gente planta.”

O caminho do melhor negócio

A  CEQMO luta também para viabilizar o “O Caminho do Melhor Negócio da castanha” que busca reposicionar os quilombolas na cadeia de valor da castanha viabilizando o beneficiamento do produto para comercialização por meio dos programas de mercados institucionais de forma a tornar atividade da castanha uma alternativa mais rentável e atraente para as atuais e futuras gerações quilombolas.

 

Saiba mais sobre o Caminho do Melhor Negócio da Castanha

© Carlos Penteado